Segunda-feira, 31 de Julho de 2006

Junto(s)...

Não é novidade. Já to disse muitas vezes esta semana… Junto de ti encontro a paz, a calma, o repouso, o descanso que tanto necessito. Desenvolvi uma brutal dependência de ti. Uma dependência que me causa desespero quando estás longe de mim, quando eu estou longe de ti. Nesses momentos penso… penso em ti… penso na falta que me fazes e no quão estúpido eu fui. As saudades, essas… essas continuarão… continuarão uma vez que neste momento, por mais que eu faça, por mais que eu te prove, não me vais dar nem conceder aquilo que eu mais quero e necessito. Não mo darás porque, segundo dizes, existe em ti uma ferida enorme que não fechará facilmente. Existe em ti a dor, existe em ti o sofrimento, permanece em ti a ideia dos maus momentos que passámos… não sei se te recordas dos bons. Eu recordo-me… e é por esses bons momentos que sofro… por ter entendido, não sei se tarde demais, não sei se completamente fora de tempo, mas por ter entendido o quanto eu te fiz sofrer… o quão mau, inútil, estúpido eu fui para ti. Tudo isto me faz pensar aquilo que eu represento para ti. Aquilo que representei para ti.
Sei que me dirás que estás farto destas palavras, que elas te causam mau estar, te esgotam, te consomem as forças. Eu também estou farto destas palavras… mas como nunca fui bom com actos, como não sei agir, sempre preferi as palavras, o falar.
Ontem abri-me completa e verdadeiramente contigo. Espero que me tenhas percebido. Espero, sinceramente, espero poder fazer de tudo para que me dês outra oportunidade.
Ontem, novamente, deste-me mais uma grande prova da tua confiança. NÃO A IREI QUEBRAR NUNCA. Só espero que, daqui para a frente, que os laços que nos uniam e que nos fizeram felizes nuns momentos, infelizes noutros, se restabeleçam. Mas as coisas nunca serão como dantes. Sei que, para te voltar a ter, necessito de te compreender, necessito de estar contigo, necessito de te respeitar mais do que alguma vez te respeitei.
Esta noite não dormi. Não dormi porque estava, mal ou bem, mal fundamentadamente ou bem fundamentadamente, a sentir o que se passava dentro de ti. Precisei de olhar para ti, de te tocar, de te sentir, pra sentir o quão difícil tem sido o teu percurso. Para sentir o quão difícil é para ti viver e conviver com certos temas e dilemas que povoam a tua vida. Mas ao mesmo tempo, senti que é a teu lado que eu quero estar. Senti que, de alguma forma, sem saber como, preciso de estar do teu lado pra que te possas apoiar em mim sempre que necessites… pra que saibas que tens alguém que te compreende e que está cem por cento disponível para ti. Não estás sozinho, nem nunca foi minha intenção que estivesses sozinho… mas foi como te disse ontem… na tentativa de garantir pessoas, amizades, que não me deixassem sozinho, fui eu quem, no fim, e para não variar, ficou sozinho. Já não é a primeira vez. Mas parece que sozinho não consigo ultrapassar o meu problema de confiar demasiado nas pessoas.
Como te dizia ontem, preciso de ir buscar forças onde não as tenho. Porque há por aí pessoas bem mais interessantes que eu, pessoas bem mais formadas que eu, pessoas bem mais que eu. Mas como sei isto, também sei que essas pessoas bem mais formadas que eu, bem mais tudo que eu, podem não passar de simples ilusões, de simples representações simulacrais que te podem vir a fazer sofrer ainda mais. E como me dizias ontem, ele esconde-se onde menos se espera, sobre formas mansas e virtuosas.
Por ti e para ti sei onde hei-de ir buscar forças. À fonte do amor, da misericórdia e da caridade. Ele, certamente, me dará forças porque n’Ele eu confio. Ele me ajudará na minha luta interior e exterior. Ele me mostrará o caminho que terei de trilhar para chegar a ti. Não sei a letra no original como tu, mas sei a versão portuguesa. «O Senhor é a minha força, ao Senhor o meu canto. N’Ele eu confio e nada temo.»
Por ti, e com a ajuda d’Ele, mudarei. Mudarei com as forças que Ele me dá para que, juntos, possamos ser felizes.

retalhado por Jorge Durões às 01:11
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1 comentário:
De imensamente a 31 de Julho de 2006 às 01:12
A tua resposta:

«Nulla in mundo pax sincera sine fede pura et vera, dulcis Jesus, est in te.

It’s a little bit funny… Ao som disto respondo directamente à tua missiva… Não é fácil amar fora de tempo. Há que saber ultrapassar, com o coração, o pensamento e a alma, essas coordenadas que nos limitam em cada momento e lugar. Tempo e Espaço. Só n’Ele não estão sempre a controlar-nos. Hoje o tempo não passou, o meu chão não se alterou, não dei passos por mais quilómetros que fizesse. Fê-lo o meu corpo, o meu pensamento não estava em mim. Foi longe, livre, tranquilo e sem cansaços, que percorri os diversos sítios a que as minhas obrigações me levaram. Estranho, sem dúvida, mas hoje não sinto o meu corpo. Sinto algo de morte, de alegria, e por isso mesmo algo de eternidade. Desejo-te esta repousante letargia.

Na fuga de mim mesmo foi-me dada
Essa paz que eu tanto perseguia
Só surgiu quando decidi ser nada.»


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