Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2005

O Jantar do Veterano

Pois é... dita a tradição que, após os veteranos organizarem o primeiro jantar do ano lectivo, vulgo Jantar do Caloiro, onde se premeiam os caloiros pelo seu entusiasmo, à vontade e boa disposição manifestados durante o período de praxes, os caloiros se organizem e preparem o Jantar do Veterano nos mesmos moldes (ou puxando pela imaginação, outros moldes mas que primem pela originalidade).
Pois é… acabado de chegar do Jantar do Veterano resolvi escrever estas palavras. Julgo-me na obrigação e, se quiserem, prepotência de as dizer. O jantar foi, para mim e para muitos outros com quem partilho esta opinião, um fiasco. E vou enumerar as razões que me levam a considerá-lo uma mancha na reputação que os Jantares e Festas de CC têm vindo a adquirir durante estes últimos anos. Vou por pontos:

1. A começar não poderia deixar passar impune o facto de não haver lugares suficientes para as pessoas se sentarem. Ou seja, quando mandaram sentar as pessoas já deveriam saber quantas pessoas estavam presentes e, antes de as mandarem sentar, deveriam ter contado o número de pessoas inscritas e o número de lugares disponíveis de forma a evitar cenas desagradáveis. A gerência da casa também, a principio, não colaborou com a situação. E em vez de resolver as coisas em tempo útil e da forma mais célere possível, andou a passar, passo a expressão, a «batata quente» das mãos dos empregados para as mãos da gerência e vice-versa, perdendo-se cerca de meia hora nesta brincadeira. É inadmissível.

2. De seguida, o facto de terem marcado um jantar sem perguntar se haveria mais algum jantar de outro curso/faculdade/universidade no mesmo dia. A gerência tem a obrigação de informar da existência de outro jantar no mesmo local, mas a organização também tem o dever de questionar a gerência sobre a existência de outros jantares. O clima não foi, de todo, o melhor.

3. O fenómeno sociológico a que chamo «Síndrome Cenoura do Rio». A ideia de se fazer o jantar do caloiro no Cenoura do Rio surge porque é o primeiro jantar do ano e como há a possibilidade de fazer jantar e festa no mesmo local, escusa-se de andar de um lado para o outro. A filosofia do Jantar do Veterano é outra. Pretende-se que NÃO SE REPITA O LOCAL DO JANTAR DO CALOIRO; QUE SEJA NUM LOCAL QUE A MAIORIA DOS VETERANOS GOSTE, uma vez que este é o Jantar do Veterano; E QUE PERMITA A MOBILIDADE SEM CAUSAR DISPERSÃO, ou seja, se o veterano não quiser ir para uma festa de Ciências da Comunicação, pode ir a outro local sem necessitar de percorrer Lisboa de uma ponta a outra. É devido a esta conjuntura de situações que o número de veteranos no jantar foi tão reduzido.

4. A Festa… esta, se calhar, é melhor nem comentar. Recuso-me mesmo. Apenas deixo esta ideia no ar. As Festas de Ciências da Comunicação eram muito bem cotadas, tinham uma reputação considerável que, este ano, desapareceu por completo. Dar a possibilidade à Associação de fazer da suposta festa do curso uma festa da associação, desculpem-me mas não gosto de ingerências e muito menos que se confunda a AE com CC. A analogia, essa, foi feita e está a ser comentada a vários níveis. E depois lembrem-se que está um Núcleo de Comunicação para nascer e que precisa de algum dinheiro para registar estatutos num notário e para arrancar com as actividades do núcleo. O dinheiro que fosse auferido nesta festa poderia ser, muito bem, utilizado na promoção e arranque do grupo.

5.º A eternidade que levou a primeira parte do jantar, com as cançõezinhas dedicadas aos veteranos que não se ouviram, e a triste entrega dos prémios. Não havia necessidade de tamanha, triste e burlesca palhaçada naquela entrega de prémios. Deixo um conselho: nós somos como somos e não temos que estar a entrar em competição com o pessoal de Geologia (o pessoal do outro jantar), entrando numa conversa imensamente deprimente e pejada de clichés sem interesse algum. Para quê aquela mostra barata de acefalia demonstrada? Os meninos não foram bons, foram algo entre o princípio de depressão e a depressão profunda.

Caros amigos, foi, na minha opinião que vale o que vale e ainda bem que apenas vale isso, o pior jantar de curso em que já estive. E acreditem que já estive em alguns. Ponderem bem o que fizeram e o que correu pessimamente mal. Eu sei que organizar um jantar não é coisa fácil, mas se é possível fazer algo razoável, porquê escolher o medíocre só porque dá um pouco menos de trabalho?

Eu às 1h53 de quarta-feira, dia 1 de Dezembro de 05

retalhado por Jorge Durões às 18:03
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5 comentários:
De jmduroes a 11 de Dezembro de 2005 às 00:23
Li todos os vossos comentários e, ao reler o post que coloquei, decidi fazer mea culpa. As palavras que aqui estão foram escritas no rescaldo do jantar, quando um turbilhão de pensamentos e emoções se juntavam na minha cabeça. Acreditem que, após falar com algumas pessoas e de ler os vossos comentários, me senti muito mal cmg próprio. Senti-me mal pq não estive à altura de vos ajudar. Senti-me mal pq deixei que problemas meus interferissem com vocês.
Não vou retirar este post do blog por respeito às vossas opiniões e para não me esquecer de que, por vezes, todos nós fazemos juízos errados sobre os mais determinados tópicos. E este foi um em que errei. Errei e assumo.
Acreditem que têm o meu apoio e podem contar com a minha ajuda para tdo aquilo que precisarem.
Sei que as desculpas não se pedem, evitam-se... Mas não posso deixar de vos pedir desculpas.
Do vosso Jorge Durões


De gata a 7 de Dezembro de 2005 às 22:42
Sabes, ainda tinha pensado em dizer qualquer coisa... mas não me parece que tenha grande sentido. Já me pronunciei tantas vezes sobre o jantar, antes e depois da sua concretização, e sei bem que não foi de ânimo leve que organizámos as coisas, muito menos á balda. Mas claro que seria necessária a presença na organização para poder constatar este facto, bem como o esforço e as ideias que procurámos concretizar. Só alguém completamente à margem de todas as iniciativas que tentámos levar a cabo poderia apontar-nos que quisemos tomar o caminho mais fácil... Teria todo o gosto em te mostrar o guião, altamente pormenorizado =P, que fizémos para a entrega dos prémios, bem como a letra da música que "não se ouviu"... teria... Não foram feitas com esforço, não. Foram feitas com prazer para procurar transformar a festa que todos apostavam que iria ser um fiasco, num momento bem passado, num agradecimento que fizesse justiça à recepção que nos dedicaram. Infelizmente, como certamente puderam observar, não dependeu só de nós, não esteve totalmente nas nossas mãos melhorar a situação da qual não tínhamos conhecimento e que não nos passava pela cabeça que pudesse acontecer. Neste ponto, bem como na quase totalidade, ficámos tão desiludidos como vocês. Como disse também à Patrícia, pouco tempo depois, o cenoura desceu alguns razoáveis pontos na minha consideração. Não perguntámos se estavam a pensar pôr outro curso a jantar no mesmo dia, da mesma forma que não perguntámos se iria haver palhaços a fazer malabarismo com o arroz de pato. Nem nos ocorreu tal coisa, de tão incoesa seria certamente a sua realização. Mas... mais palavras sobre isto, para quê? O jantar foi desapontante para todos, atrevo-me a considerar que provavelmente para nós tenha sido ainda mais, não só por ser o primeiro que organizávamos, mas porque organizámos de facto alguma coisa. Muita coisa. Que não tivémos a oportunidade de partilhar convosco. De igual forma, foram desapontantes, para mim, as tuas considerações. Acredito que nem tudo é mau e que, mesmo no meio daquela confusão, houve muita gente que não desistiu de nós, que conseguiu dar um pouco de cor e alegria até aos momentos que tu consideraste uma perda de tempo, que apoiou os nossos esforços até ao último momento e que continua, como podes ler aqui, a fazê-lo. Lamento sinceramente que tu não sejas uma delas. ;)


De Ana Ribeiro a 4 de Dezembro de 2005 às 01:31
Desculpa, mas...concordo com o Vítor...
Acho que, mais importante que tudo, te esqueceste de referir uma coisa: foi o primeiro jantar organizado por eles... além disso a turma deles está separada... e se calhar a falta de comunicação aliou-se à pouca experiência. Acho que podemos ajudar e apoia-los de outra forma mais positiva...

Sinceramente acho que não correu assim tão mal...
Gostei muito menos do jantar em que eu era caloira... E por muito que não goste do Cenoura do Rio, não vou confundir ódios pessoais com uma festa que se quer para juntar gente. Bjs


De Vitor Alvito a 3 de Dezembro de 2005 às 22:14
Bem, não posso concordar com tudo o que disseste pois há aí certas coisas que não são bem aquilo que retratas!
1º- não havia lugares suficientes não porque os caloiros não tivessem marcado lugares para todos mas porque a gerência do Cenoura não tinha posto o número que lhes tinha sido pedido! Foi-lhes pedido 85, eles enganaram-se e puderam apenas 74, ao terem sido postos mais os 11 lugares que faltavam, o problema ficou, tardiamente, resolvido.
2º- O nosso jantar estava marcado desde dia 4 de Novembro, e nessa altura, pelo que sei não havia nenhum outro grupo. Foi algo que ninguém sabia, que apenas se descobriu, quando começaram a chegar alunos externos ao curso.
3º- não percebo porque consideras a entrega dos prémios como uma "triste e burlesca palhaçada".
4º- Acredita que para aqueles que prepararam este jantar foi muito frustrante, pelo que me fui apercebendo ao contactar com eles, quando as listas de inscrições desapareceram uma primeira vez, e pior ainda, quando desapareceram no próprio dia do jantar! Não é muito agradável, creio eu.


De Patrcia Fernandes a 2 de Dezembro de 2005 às 23:25
Bem, infelizmente tenho que concordar com a maioria do que disseste :\ Apesar de teres sido um pouco duro nas críticas, baseaste-te em factos que realmente aconteceram e que todos presenceámos. Gostei mt mais do jantar do caloiro sem duvida alguma! Mas pronto, a organização decidiu assim ainda que bastante gente se tenha tentado opôr. Mas agora nao há nada a fazer :\

Um beijinho bem grande! *


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