Sexta-feira, 8 de Julho de 2005

Londres/Atentados: 37 mortos e 700 feridos, Blair promete fazer justiça


Londres, 07 Jul (Lusa) - Quatro atentados bombistas fizeram hoje pelo menos 37 mortos e 700 feridos no metro e num autocarro em Londres, no maior ataque terrorista da história do Reino Unido, que coincidiu com a cimeira do G8, na Escócia.

Segundo a Scotland Yard, que forneceu ao fim da tarde o balanço provisório de 37 mortos e 700 feridos, 45 dos quais em estado grave, 21 pessoas morreram numa composição da linha de metro de Piccadilly, entre as estações de King+s Cross e Russell Square, sete morreram, também no metro, perto da estação de Moorgate e mais sete na estação de Edgware Road.

Outras duas pessoas morreram no atentado que visou um autocarro de dois pisos em Woburn Square, perto de Russell Square, na parte norte de Londres.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, que se encontrava em Gleneagles, a presidir à cimeira do G8, regressou de urgência a Londres para coordenar a equipa de gestão da crise provocada pelos ataques reivindicados por um grupo islâmico ligado à Al-Qaida.

Os autores dos atentados bombistas "agiram em nome do Islão" e responderão perante a justiça, disse Blair, numa declaração emitida a partir da residência oficial de Downing Street.

"Sabemos que essas pessoas agem em nome do Islão, mas sabemos também que a imensa maioria dos muçulmanos aqui e no estrangeiro são pessoas de bem, respeitadoras da lei, que abominam tanto como nós aqueles que cometem actos destes", disse.

O chefe do executivo britânico prometeu igualmente uma "acção intensa dos serviços policiais e de segurança para assegurar que os responsáveis responderão perante a justiça", depois de classificar os atentados como "uma atrocidade das mais terríveis e trágicas, que custou muitas vidas inocentes".

"É um dia muito triste para o povo britânico, mas manter- nos-emos fiéis ao modo de vida britânico", observou.

O primeiro-ministro prestou homenagem ao "estoicismo e espírito de resistência dos londrinos, que reagiram da forma que lhes é habitual".

"É através do terrorismo que as pessoas que cometeram estes actos terríveis expressam os seus valores e é justo que mostremos os nossos, neste momento", sustentou.

"Todos sabemos o que eles estão a tentar fazer. Estão a tentar utilizar o massacre de inocentes para nos intimidar (Ó), mas nós não seremos intimidados", sublinhou.

As quatro explosões registadas hoje de manhã foram reivindicadas por um grupo islâmico até agora desconhecido, que se auto-intitula Organização Al-Qaida/Jihad na Europa, num comunicado divulgado numa página islâmica da Internet, cuja autenticidade não foi confirmada.

"Os corajosos mujaidines (combatentes) lançaram-se na louvável conquista de Londres. E eis a Grã-Bretanha a tremer de medo, de terror e de horror, de norte a sul e de leste a oeste", lê-se no comunicado na Internet.

O grupo islâmico não só reivindicou os atentados de hoje na capital britânica, como ameaçou também atacar outros países europeus se estes não retirarem as respectivas tropas do Iraque e do Afeganistão, citando, nomeadamente, a Itália e a Dinamarca.

A polícia britânica afirmou não haver "indicações da utilização de agentes químicos ou biológicos nas explosões" de hoje em Londres, e, embora confirmando que encontrou vestígios de explosivos em dois dos locais, considerou ser ainda "demasiado cedo" para dizer se a explosão do autocarro foi um atentado suicida.

Os atentados ocorreram um dia depois do anúncio da escolha de Londres para a realização dos Jogos Olímpicos de 2012 e no dia do início em Gleneagles, na Escócia, da cimeira do G8 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo - Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido - e Rússia).

As mensagens de condenação dos atentados e de pesar pelas vítimas surgiram de todo o mundo, tendo o Conselho de Segurança das Nações Unidas adoptado uma resolução em que afirma considerar "qualquer acto de terrorismo uma ameaça à paz e à segurança".

Também o governo espanhol do socialista José Luis Rodríguez Zapatero, cujo país foi o único na Europa a sofrer atentados de natureza e dimensões semelhantes, em 11 de Março de 2004, expressou "a mais absoluta condenação" dos ataques e a sua "total disponibilidade e ajuda para tudo aquilo de que [os britânicos] possam precisar".

O G8, reunido na Escócia, redigiu uma declaração conjunta com os cinco países convidados a participar na cimeira (China, Índia, Brasil, México e África do Sul), em que classificou como "bárbaros" os atentados hoje perpetrados em Londres, considerando- os "ataques a todas as nações e ao mundo civilizado".

A "guerra contra o terrorismo continua", declarou o presidente norte-americano, George W. Bush, em Gleneagles.

"A União Europeia estará ao lado do povo britânico contra o terrorismo e pela liberdade e democracia", afirmou, por sua vez, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, numa reacção semelhante à da a maioria dos dirigentes europeus, do alemão Gerhard Schroeder ao francês Jacques Chirac.

Entretanto, todas as celebrações previstas no Reino Unido para comemorar a obtenção dos Jogos Olímpicos de 2012 foram suspensas.

Os estabelecimentos comerciais e os bancos encerraram mais cedo as portas e, no palácio de Buckingham, a bandeira britânica foi colocada a meia-haste.

ANC.

Cortesia: Agência Lusa

retalhado por Jorge Durões às 00:03
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