Domingo, 17 de Abril de 2005

Simplesmente... Obrigado

Segunda-feira, Fevereiro 07, 2005
Este texto que vou aqui colocar nasceu de um comentário que fiz a um post de um amigo meu...
«Quantas noites passadas em branco, tentando focar com os olhos completamente enevoados uma tv que se se mostra teimosa e decide passar durante tempo interminado televendas, tornando-se estas numa espécie de companheiras e conselheiras ncoturnas.
Quantas voltas e reviravoltas na cama esperando que o chamado «sono revigorante» se decidisse a bater à minha porta, sono revigorante esse que eu não teria a mínima dúvida em deixar entrar e que ainda hoje espero, já sem muitas expectativas de o encontrar, entregando o meu corpo e a minha mente a um estado de letargia, inércia e apatia que me vão consumindo lentamente por dentro...
Quantas representações simulacrais do passado se vão mostrando presentes, sem previamente darem um aviso para que eu possa preparar para as reencontar, mesmo que seja só numa pequena e fugaz visão, no meu campo de visão, reactivando algo que eu julgava recalcado, mas que surge com violência nos meus pensamentos, provocando uma erupção interior, um misto de alegria e, repentinamente, desilusão que violenta e inesperadamente me inunda, desesperando eu por respostas a tantas e tantas que questões que vão emergindo quase incessantemente no meu pensamento...
Quantas... quantas... quantas...
Mesmo sem o saberes, consegues ler os meus pensamentos com esse teu olhar que disseca quem por ele é atingido. Lembras-me o Aldus Dumbledore dos livros do Harry Potter... desculpa a analogia mas também tu consegues ver através das pessoas, captando cada milímetro do nosso espaço emocional.
Quando escreves consegues transcrever para palavras o meu estado de alma, uma coisa que até hoje eu considerava, e considero, que sou incapaz de fazer, não por falta de vontade, mas por medo... sim por medo.
Consegues saber verdadeiramente o que se passa no meu interior... consegues, acho que sem realmente saberes como, compreender o que sinto, compreender-me a mim próprio, uma coisa que eu tenho muita dificuldade em fazer, ou não tenho coragem de o fazer com medo de descobrir algo que não me agrade realmente. Tenho dificuldade em fazê-lo porque o conhecimento de mim próprio pressupõe introspecção, um exercício que tenho medo de fazer porque, mais cedo ou mais tarde, sinto que terei de desenterrar fastasmas, fastasmas que me consumiram a alma e pelos quais senti enormes dificuldades em enterrar, como se fossem facas que, tranquilamente, trespassassem as minhas costas, pois eu não o queria fazer, mas para poder seguir em frente, para EU poder ser realmente Eu e poder seguir o meu caminho, tinha de o fazer!»
Continua a ser como és... sê simplesmente... tu...
Obrigado por tudo, as tuas palavras têm em mim um efeito que não sou capaz de descrever... posso dizer-te que essas palavras, que muita gente pensa que são uns devaneios quaisquer, me conseguem fazer erguer a cabeça quando eu estou mais em baixo. «Heads up, little person» é a chave para continuar a vida... Que assim seja... «Heads Up, Little Person
Obrigado por seres assim, como és, e por seres quem és.
Big Hugz do fundo da minha essência para ti... simplesmente para ti

retalhado por Jorge Durões às 02:32
link do post | a retalhar | favorito

mais sobre mim


ver perfil

seguir perfil

. 1 seguidor

pesquisar

 

Dezembro 2006

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30

31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Retalhos Recentes

Fim...

Descrição do Blog

...

Porque...

Isto

Não sei quem sou...

AMO tracinho TE

O local a que chamo casa....

À procura... de um amigo

...

Retalhos já Passados

Dezembro 2006

Outubro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

SAPO Blogs

subscrever feeds